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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cristo, a escada espiritual.


“E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o Ceu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.” Genesis 28:12.

A experiencia de Jaco como peregrino afastado de seu lar, ao ser-lhe mostrada a escada espiritual pela qual subiam e desciam, os anjos do Ceu, designava-Se a ensinar uma grande verdade quanto ao plano da salvacao. ...

A escada representava Cristo; Ele e o veiculo de comunicação entre o Ceu e a Terra, e os anjos vao para la e para ca em continuo intercambio com a raca caida. As palavras de Cristo a Natanael estavam em harmonia com o simbolo da escada, quando disse: “Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante vereis o Ceu aberto, e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem.” Joao 1:51. Aqui o Redentor identificou-Se com a escada espiritual, que torna possivel a comunicacao entre o Ceu e a Terra. ...


Ao assumir a humanidade, Cristo firmou a escada sobre a Terra. Ela alcanca o mais alto Ceu, e a gloria de Deus irradia de seu topo e ilumina toda a sua extensao, enquanto os anjos passam de ca para la com mensagens de Deus ao homem, com peticao e louvor do homem a Deus. ... Na visao de Jaco era representada a uniao do humano com o divino em Cristo. Enquanto os anjos passam de um lado para outro na escada, Deus e representado como olhando abaixo, com favor, aos filhos dos homens por causa dos meritos de Seu Filho. ...

O obter a vida eterna nao e coisa facil. Devemos, por viva fe, prosseguir avancando, ascendendo a escada degrau por degrau, vendo e dando os necessarios passos; e todavia devemos compreender que nem um pensamento santo, nem um ato abnegado se pode originar no proprio eu. E unicamente por Cristo que pode haver qualquer virtude na humanidade. ...

Mas se bem que nada possamos fazer sem Ele, temos alguma
coisa a fazer em ligacao com Ele. Em tempo algum devemos relaxar nossa vigilancia espiritual; pois pendemos, por assim dizer, entre [17] o Ceu e a Terra. Precisamos apegar-nos a Cristo, subir por Cristo, tornar-nos coobreiros Seus na salvacao de nossa vida.—The Review and Herald, 11 de Novembro de 1890.


Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 44.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Luz para os jovens.



“Crescia o Menino e Se fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graca de Deus estava sobre Ele.” Lucas 2:40.

O exemplo de Jesus e uma luz para os jovens, bem como aos
de idade madura; pois Sua infancia e juventude foram representativas. Desde Seus mais tenros anos Ele foi um exemplo perfeito. Tanto em Sua natureza fisica como na espiritual Ele seguiu a ordem divina do crescimento ilustrado por uma planta, como deseja que todo jovem faca. Se bem que fosse a Majestade do Ceu, o Rei da gloria, tornou-Se uma crianca em Belem, e representou por algum tempo a desamparada criancinha aos cuidados de sua mae. Fez na infancia os trabalhos de um filho obediente. Falou e procedeu com a sabedoria de uma crianca, e nao de um homem, honrando a Seus pais e satisfazendo-lhes os desejos de maneira prestativa, segundo a capacidade de uma crianca. Em cada estagio de Seu desenvolvimento, porem, Ele era perfeito, com a singela graca natural de uma vida sem pecado.— The Youth’s Instructor, 25 de Maio de 1909.

Jose, e especialmente Maria, conservavam a lembranca da divina Paternidade de seu filho. Jesus foi instruido com o divino carater de Sua missao. Sua inclinacao para o que era direito era uma continua satisfacao para Seus pais. As perguntas que lhes fazia levavam-nos a estudar mais diligentemente os grandes elementos da verdade. Suas palavras comoventes quanto a natureza e o Deus da natureza, abria-lhes a mente e iluminava-a.

Nas rochas e outeiros das proximidades do lar, descansavam
sempre os olhos do Filho de Deus. Achava-Se familiarizado com as coisas da natureza. Via o Sol nos ceus, a Lua e as estrelas cumprindo sua missao. Com a voz do cantico saudava Ele a luz matinal. Escutava o gorjear da cotovia em sua musica para Deus, e unia a própria voz a voz de louvar e acao de gracas.—The Youth’s Instructor, 8 de Setembro de 1898.

Sereno e gentil, parecia como alguem que e posto a parte. Sempre que podia, saia sozinho para os campos e encostas dos montes a fim de comungar com o Deus da natureza. Terminado o Seu trabalho, [23] vagueava a beira do lago, por entre as arvores da floresta, e nos verdes vales em que podia pensar acerca de Deus, e elevar a mente ao Ceu em oracao. — The Youth’s Instructor, 5 de Dezembro de 1895.

Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 56.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Amor maravilhoso.


  
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu
Filho unigenito, para que todo o que nEle cre nao pereca, mas tenha a vida eterna.” Joao 3:16.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu
Filho unigenito. ...” Tanto amou Ele ao mundo, que nao podia dar menos. Havendo empreendido a obra da redencao do homem, o Pai nada pouparia, por mais, cara que fosse, uma vez que fosse essencial a conclusao de Sua obra. Criaria oportunidades para os homens; derramaria sobre eles Suas bencaos; amontoaria sobre eles favores, dadivas sobre dadivas, ate que todo o tesouro celeste se abrisse aqueles a quem Ele veio salvar. Havendo reunido todas as riquezas do universo, e aberto todos os recursos da natureza divina, Deus as deu todas para uso do homem. Foram Seu dom gratuito. Que oceano de amor esta circulando, qual divina atmosfera, em torno do mundo! Que amor este, que o Deus eterno tomasse a natureza humana na pessoa de Seu Filho, e a levasse ao mais alto Ceu!

Todos os seres celestes observavam com intenso interesse a luta em andamento na Terra—a Terra que Satanas exigia como domínio seu. Cada momento estava repleto de realidades eternas. Como terminaria o conflito? Os anjos esperavam que a justica de Deus se revelasse, que Sua ira se despertasse contra o principe das trevas e seus adeptos. Mas eis, a misericordia prevaleceu. Quando o Filho de Deus poderia ter vindo ao mundo para condenar, veio como justiça e paz, para salvar nao somente os descendentes de Abraao, Isaque e Jaco, mas o mundo todo, todo filho e filha de Adao que cresse nEle, o Caminho, a Verdade e a Vida. Que manifestacao do amor de Jeova! Este e um amor sem paralelo.—The Youth’s Instructor, 29 de Julho de 1897.

Nosso Redentor determinou que por nada menos que Seus méritos fosse o amor de Deus transfundido para o coracao que nEle cre. Como nossa vida, a vitalidade do amor de Deus deve circular por toda parte de nossa natureza, a fim de que habite em nos assim como o faz em Cristo Jesus. Unidos com Cristo por viva fe, o Pai nos ama como membros do corpo mistico de Cristo, do qual Este e [15] a glorificada cabeca.— Carta 11, 1892.

Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 40.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Inimizade divina no coração.



"Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendencia e o seu Descendente. Este te ferira a cabeca, e tu Lhe feriras o calcanhar." Genesis 3:15.

Adao e Eva se achavam como criminosos diante de seu Deus, aguardando a sentenca, que a transgressao atraira sobre eles. Antes, porem, de ouvirem falar nos cardos e espinhos, na dor e na angustia que lhes caberia em quinhao, e do po a que deveriam voltar, escutaram palavras que lhes deviam inspirar esperanca. Se bem que sofressem do poder de seu adversario, poderiam aguardar no futuro a vitoria final.
 
Deus declara: “Porei inimizade”. Genesis 3:15. Esta inimizade e sobrenaturalmente posta, e nao naturalmente entretida. Quando o homem pecou sua natureza tornou-se ma, e ele estava em harmonia, não em discordancia com Satanas.
 
O orgulhoso usurpador, conseguindo seduzir nossos primeiros pais como o havia feito aos anjos, contava haver assegurado a sua uniao e cooperacao em todos os seus empreendimentos contra o governo do Ceu. ... Mas quando Satanas ouviu que a semente da mulher havia de esmagar a cabeca da serpente, conheceu que, embora ele houvesse tido exito em depravar a natureza humana, e assimila-la a sua propria, todavia, por algum misterioso processo, Deus havia de restaurar ao homem o poder perdido, e habilita-lo a resistir a seu vencedor e vence-lo.
 
E a graca implantada por Cristo na vida que cria a inimizade contra Satanas. Sem essa, graca, o homem continuaria cativo de Satanas, servo sempre pronto a lhe cumprir as ordens. O novo principio na alma cria conflito onde ate entao reinava a paz. O poder que Cristo comunica, habilita o homem a resistir ao tirano e usurpador. Sempre que se ve um homem aborrecer o pecado em vez de ama-lo,
quando ele resiste aquelas paixoes que exerciam dominio interior e as vence, ve-se ai a operacao de um principio inteiramente de cima.

O Espirito Santo precisa ser continuamente comunicado ao homem, do contrario ele nao tem disposicao de contender com os poderes das trevas.— The Review and Herald, 18 de Julho de 1882.

Não aceitaremos nos a inimizade que Cristo implantou entre
o homem e a serpente? ... Temos o direito de dizer: Na forca de Jesus Cristo serei vencedor. Nao serei vencido pelas maquinações do inimigo.—Manuscrito 31, 1911.

Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 34

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O misterio do pecado.


  

"Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci. ... Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado ate que se achou iniquidade em ti." Ezequiel 28:14, 15

E impossivel explicar a origem do pecado de maneira a dar a razao de sua existencia. Todavia, bastante se pode compreender em relacao a origem, bem como a disposicao final do pecado, para que se faca amplamente manifesta a justica e benevolencia de Deus em todo o Seu trato com o mal. Nada e mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de nao haver sido Deus de maneira alguma responsavel pela manifestacao do pecado. ... O pecado e um intruso, por cuja presenca nenhuma razao se pode dar. E misterioso, inexplicavel; desculpa-lo corresponde a defende-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existencia, deixaria de ser pecado. Nossa unica definicao de pecado e a que e dada na Palavra de Deus; e: quebrantamento da lei; e o efeito de um principio em conflito com a grande lei do amor, que e o fundamento do governo divino. O Grande Conflito entre Cristo e Satanas, 492, 493.

O pecado originou-se na busca dos proprios interesses. Lucifer, o querubim cobridor, desejou ser o primeiro no Ceu. Procurou dominar os seres celestes, afasta-los de seu Criador, e receber-lhes, ele proprio, as homenagens. ... Assim enganou os anjos. Assim enganou os homens. Levou-os a duvidar da palavra de Deus, e a desconfiar de Sua bondade. ... Assim arrastou os homens a se unirem com ele em rebeliao contra Deus, e as trevas da miseria baixaram sobre o mundo.O Desejado de Todas as Nacoes, 14.

Surgiu o pecado em um universo perfeito. ... A razao de seu comeco ou desenvolvimento nunca foi explicada, nem nunca o pode ser, nem mesmo no ultimo grande dia em que o juizo se assentara e forem abertos os livros. ... Naquele dia evidenciar-se-a a todos que nao ha, e nunca houve, qualquer causa para o pecado. Na final condenacao de Satanas e seus anjos e de todos os homens que se houverem finalmente identificado com ele como transgressores da lei de Deus, fechar-se-a toda boca. Quando a multidao de revoltosos, desde o primeiro e grande rebelde ate o ultimo transgressor, for interrogada quanto ao motivo de haver transgredido a lei de Deus, emudecera. Nao havera resposta a dar, razao alguma de peso a indicar. Special Testimonies, 28 de Abril de 1890.

Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 32.