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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Cultivando ternura.


Quão grande é a necessidade de cultivar ternura e delicadeza! Ninguém deveria envergonhar-se de manifestar um espírito terno e compassivo aos que erram; pois os que pensam que não cometem erros longe estão de não ter faltas diante de Deus. Ninguém precisa pensar que a manifestação de compaixão é algo de que tenha de envergonhar-se… Quando surge uma crise na vida de alguma pessoa, e outra pessoa procura dar conselho, esse conselho e admoestação só terá o peso da influência para o bem que o exemplo e espírito do conselheiro acumularam para ele. É a vida coerente, a revelação de sincero interesse semelhante ao de Cristo, pela pessoa em perigo, que tornará o conselho eficaz para persuadir e para conduzir a caminhos seguros. Os que se apressam a censurar os outros, que proferem palavras que ferem e magoam o coração que já está ofendido, estão fazendo a obra de Satanás, sendo cooperadores do príncipe das trevas. (Este Dia com Deus, p. 15)


terça-feira, 2 de julho de 2013

Cristo prove a agua viva.



"No ultimo dia, o grande dia da festa, levantou-Se Jesus e exclamou: Se alguem tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de agua viva." Joao 7:37-38.

O sacerdote havia, ... realizado a cerimonia que comemorava o ferir da rocha no deserto. Essa rocha era um simbolo dAquele que, por Sua morte, havia de fazer com que brotassem vivas correntes de salvacao para todos os sedentos. As palavras de Cristo eram a agua da vida. Ali, em presenca da reunida multidao, Ele Se pos a tarde para ser ferido, a fim de que agua da vida pudesse brotar para
o mundo. Ferindo a Cristo, Satanas pensava destruir o Principe da vida; mas da ferida rocha correu agua viva. Ao falar Jesus assim ao povo, o coracao deste pulsou com estranho respeito, e muitos estavam dispostos a exclamar, como a mulher de Samaria: Da-me dessa agua para que eu nao mais tenha sede.Joao 4:15.

Jesus conhecia as necessidades da alma. Pompas, riquezas e
honras nao podem satisfazer o coracao. Se alguem tem sede, venha a Mim.Joao 7:37. O rico, o pobre, o elevado, o humilde, sao igualmente bem-vindos. Ele promete aliviar os espiritos preocupados, confortar os tristes e dar esperanca aos acabrunhados. Muitos dos que ouviram a Jesus estavam a prantear desvanecidas esperancas, muitos nutriam algum desgosto oculto, muitos ainda procuravam satisfazer seus inquietos anseios com as coisas do mundo e o louvor dos homens; mas, obtido tudo, verificavam haver labutado para alcancar nada mais que uma cisterna rota, na qual se nao podiam saciar. Por entre o brilho das festivas cenas, estavam descontentes e tristes. Aquele subito brado: Se alguem tem sede, despertou-os de sua dolorosa meditacao, e ao escutarem as palavras que se seguiram, seu espirito reviveu com nova esperanca. O Espirito Santo apresentou-lhes o simbolo ate que viram nele o oferecimento do inapreciavel dom da salvacao.

Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 22-23.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cristo se sacrificou por nós.



“Vemos, todavia, Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de gloria e de honra, para que, pela graca de Deus, provasse a morte por todo homem.” Hebreus 2:9.

Deus criou o homem puro e santo. Mas Satanas o desencaminhou, pervertendo seus principios e corrompendo sua mente, voltando seus pensamentos para uma direcao errada. Seu objetivo era tornar o mundo inteiramente corrompido.

Cristo percebeu o temivel perigo em que o homem se achava, e decidiu salva-lo, sacrificando-Se a Si mesmo. Para que Ele pudesse realizar o Seu amoroso proposito para com a humanidade, Ele Se tomou osso dos nossos ossos e carne da nossa carne. “Visto, pois, que os filhos tem participacao comum de carne e sangue, destes tambem Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos a escravidão por toda a vida. ... Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tomasse semelhante aos irmaos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciacao pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, e poderoso para socorrer os que sao tentados.” Hebreus 2:14, 15, 17-18.

Por intermedio do Espirito Santo um novo principio de poder espiritual e mental seria trazido ao homem, o qual, associado a divindade, se tornaria um com Deus. Cristo, o Redentor e Restaurador, santificaria e purificaria a mente do homem, tornando-a uma forca capaz de atrair outras mentes para Si. E Seu proposito, atraves do poder santificador e enobrecedor da verdade, dar aos homens nobreza e dignidade. Ele deseja que os Seus filhos revelem o Seu carater, exercam Sua influencia, para que outras mentes sejam atraidas em harmonia com a Sua mente...

Por causa de nossa culpa, Cristo poderia ter-Se afastado de nos. Em vez de distanciar-Se, porem, ele veio habitar conosco, cheio de toda a plenitude da divindade, para ser um conosco, para que por meio de Sua graca pudessemos alcancar a perfeicao. Atraves de uma morte vergonhosa e sofrimento Ele pagou o preco de nossa redencao. ...

Assombro-me ao ver que cristaos professos nao compreendem os recursos divinos, que nao veem a cruz mais claramente como sendo o meio de perdao e absolvicao, como o meio de colocar o orgulhoso e egoista coracao do homem em contato direto com o Espirito Santo, a fim de que as riquezas de Cristo possam ser incutidas na mente, e que o instrumento humano possa ser adornado com as gracas do Espirito, para que Cristo seja louvado aqueles que nao O conhecem. — Signs of the Times, 24 de Setembro de 1902.

Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 20-21.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cristo - Um com o Pai desde a eternidade.

 

Eis que a virgem... dará à luz um filho, e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Mateus 1:23.

O brilho do “conhecimento da glória de Deus” vê-se “na face de Jesus Cristo”. Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era “a imagem de Deus”, a imagem de Sua grandeza e majestade, “o resplendor de Sua glória”. Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser “Deus conosco”.
Portanto, a Seu respeito foi profetizado: “Será o Seu nome Emanuel.” Isaías 7:14.

Vindo habitar conosco, Jesus devia revelar Deus tanto aos homens como aos anjos. Ele era a Palavra de Deus—o pensamento de Deus tornado audível. Em Sua oração pelos discípulos, diz: “Eu lhes
fiz conhecer o Teu nome” — misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade—“para que o amor com que Me tens amado esteja neles, e Eu neles esteja”. João 17:26. Mas
não somente a Seus filhos nascidos na Terra era feita essa revelação. Nosso pequenino mundo é o livro de estudo do Universo.

O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que “os anjos desejam bem atentar”, e será seu estudo através dos séculos sem fim. Mas os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico. Ver-se-á que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. À luz do Calvário se patenteará que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que “não busca os seus interesses” (1 Coríntios 13:5) tem sua fonte no coração de Deus; e que no manso e humilde Jesus se manifesta o caráter dAquele que habita na luz inacessível ao homem.

Contemplamos Deus em Cristo. Olhando para Jesus, vemos que a glória de nosso Deus é dar. “Nada faço por Mim mesmo” (João 8:28), disse Cristo; “o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo
Pai.” João 6:57. “Eu não busco a Minha glória”, (João 8:50), mas a “dAquele que Me enviou”. João 9:4. Manifesta-se nestas palavras o grande princípio que é a lei da vida para o Universo. Todas as coisas Cristo recebeu de Deus, mas recebeu-as para dar. Assim nas cortes celestes, em Seu ministério por todos os seres criados: através do amado Filho, flui para todos a vida do Pai; por meio do Filho ela volve em louvor e jubiloso serviço, uma onda de amor, à grande Fonte de tudo. E assim, através de Cristo, completa-se o circuito da beneficência, representando o caráter do grande Doador, a lei da
vida.— O Desejado de Todas as Nações, 19-21.

 Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 16-17.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A compaixão de Cristo.




Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. Mateus 8:17.

Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. “Tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecados. Era sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter.

Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle procedia uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos.

A obra do Salvador não estava restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizara Sua obra de curar e ensinar; que não havia na Palestina edifício vasto bastante para comportar as multidões que se Lhe aglomeravam em torno. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se encontrava Seu hospital.

Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes, e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-Lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava os que a Ele vinham; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família.

Jesus carregava o terrível peso de responsabilidade da salvação dos homens. Sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana, decidida mudança de princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho.

Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado.

Era sempre paciente e bem-humorado, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: “Vinde a Mim.” Mateus 11:28.
Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria.

Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 11.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Inspirando confiança em Deus.


Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 1 João 5:4.

Que tipo de fé é a que vence o mundo? É a fé que faz de Cristo seu Salvador pessoal — a fé que, reconhecendo o seu desamparo, sua total incapacidade para salvar a si próprio, se apossa do Ajudador que é poderoso para salvar, como sua única esperança. É a fé que não fica desanimada, que ouve a voz de Cristo dizendo: “‘Tende bom ânimo; Eu venci o mundo’ (João 16:33), e Minha força divina lhe pertence.” É a fé que O ouve dizer: “Eis que estou convosco todos os dias.” Mateus 28:20.

A razão por que as igrejas são fracas, doentias e propensas a morrer, é que o inimigo tem trazido influências de natureza desanimadora a pesar sobre pessoas trêmulas. Ele tem procurado cerrar-lhes os olhos para Jesus, como o Consolador, como Aquele que reprova, que adverte, e que os exorta dizendo: “Este é o caminho, andai por ele.” Isaías 30:21. Cristo tem todo o poder no Céu e na Terra, e Ele pode fortalecer os vacilantes e encaminhar os errantes. Ele pode inspirar-lhes confiança e esperança em Deus; e confiança em Deus sempre resulta em confiança mútua.

Cada indivíduo deve compreender que Cristo é o seu Salvador pessoal; então o amor, o zelo e a firmeza serão manifestos na vida cristã. Por mais clara e convincente que seja a verdade, ela não conseguirá santificar a alma, não conseguirá fortalecê-la e encorajá-la em seus conflitos se não for mantida em contato constante com a vida. Satanás tem alcançado seu maior sucesso ao se interpor entre a pessoa e o Salvador.

Cristo jamais deve ser esquecido. Os anjos disseram a respeito dEle: “E Lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles”. Mateus 1:21. Jesus, precioso Salvador! Certeza, solicitude, segurança e paz, se acham todas nEle. Ele dissipa todas as nossas dúvidas, o penhor de todas as nossas esperanças. Quão precioso é o pensamento de que verdadeiramente podemos tornar-nos participantes da natureza divina, e assim vencer como Cristo venceu! Jesus é a plenitude de nossas expectativas. Ele é a melodia de nossos cânticos, a sombra de uma grande rocha em terra ressecada. Ele é a água viva para a alma sedenta. É o nosso refúgio em meio à tempestade. É a nossa justiça, nossa santificação, nossa redenção. Quando Cristo Se torna nosso Salvador pessoal, exibimos os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

Cristo morreu porque a lei foi transgredida, e para que o homem culpado pudesse ser salvo da penalidade de sua enorme culpa. Mas a história tem provado que é mais fácil destruir o mundo do que reformá-lo, pois os homens crucificaram o Senhor da Glória, que veio para unir a Terra com o Céu, e o homem com Deus

Ellen G. White, Refletindo a Crfisto, pág. 13.

Cristo, a ponte sobre o abismo.


Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.

O pecado originou-se na busca dos próprios interesses. Lúcifer, o querubim cobridor, desejou ser o primeiro no Céu. Procurou dominar os seres celestes, afastá-los de seu Criador, e receber-lhes, ele próprio, as homenagens. Portanto, apresentou falsamente a Deus, atribuindo-Lhe o desejo de exaltação própria. Tentou revestir o amorável Criador com suas próprias más características. Assim enganou os anjos. Assim enganou os homens. Levou-os a duvidar da palavra de Deus, e a desconfiar de Sua bondade. Como o Senhor seja um Deus de justiça e terrível majestade, Satanás os fez considerá-Lo como severo e inclemente. Assim arrastou os homens a se unirem com ele em rebelião contra Deus, e as trevas da miséria baixaram sobre o mundo.

Terra obscureceu-se devido à má compreensão de Deus. Para que as tristes sombras se pudessem iluminar, para que o mundo pudesse volver ao Criador, era preciso que se derribasse o poder enganador de Satanás. Isso não se podia fazer pela força. O exercício da força é contrário aos princípios do governo de Deus; Ele deseja unicamente o serviço de amor; e o amor não se pode impor; não pode ser conquistado pela força ou pela autoridade. Só o amor desperta o amor. Conhecer a Deus é amá-Lo; Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás. Essa obra, unicamente um Ser, em todo o Universo, era capaz de realizar. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus, podia torná-lo conhecido. Sobre a negra noite do mundo, devia erguer-Se o Sol da Justiça, trazendo salvação “sob as Suas asas”. Malaquias 4:2.

O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação “do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos”. Romanos 16:25. Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o princípio, Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16.

Desde que Cristo veio habitar entre nós, sabemos que Deus está relacionado com as nossas provações, e Se compadece de nossas dores. Todo filho e filha de Adão pode compreender que nosso Criador é o amigo dos pecadores. Pois em toda doutrina de graça, toda promessa de alegria, todo ato de amor, toda atração divina apresentada na vida do Salvador na Terra, vemos “Deus conosco”.

Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 15.